{"id":155,"date":"2010-02-27T23:24:48","date_gmt":"2010-02-27T22:24:48","guid":{"rendered":"http:\/\/www.grupohipnosiscopcv.es\/wordpress\/terminologia\/"},"modified":"2010-06-02T14:57:18","modified_gmt":"2010-06-02T13:57:18","slug":"terminologia","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.grupohipnosiscopcv.es\/wordpress\/em-portugues\/terminologia\/","title":{"rendered":"Terminologia"},"content":{"rendered":"<p><strong><span style=\"text-decoration: underline;\">Sugest\u00f5es hipn\u00f3ticas<\/span><\/strong><\/p>\n<p>S\u00e3o frases que o hipnotizador relata \u00e0 pessoa hipnotizada para activar certas reac\u00e7\u00f5es na dita pessoa. A diferen\u00e7a entre sugest\u00f5es hipn\u00f3ticas e instru\u00e7\u00f5es, \u00e9 que as sugest\u00f5es transmitem a ideia de que a pessoa aceita as reac\u00e7\u00f5es hipn\u00f3ticas que experimenta, e que tais reac\u00e7\u00f5es ocorrem por si mesmas como actos n\u00e3o volitivos e autom\u00e1ticos. Outras diferen\u00e7as radicam no facto das sugest\u00f5es hipn\u00f3ticas se darem normalmente de forma breve e mon\u00f3tona.<\/p>\n<ul>\n<li><strong><em>Sugest\u00f5es de prova<\/em><\/strong><strong> \u2013<\/strong> aquelas que se d\u00e3o de      uma forma estandardizada dentro de una escala psicom\u00e9trica de avalia\u00e7\u00e3o da      sugestionabilidade hipn\u00f3tica.<\/li>\n<li><strong><em>Sugest\u00f5es hipn\u00f3ticas<\/em><\/strong><strong>,<\/strong> as que se recebem e se      realizam dentro do contexto hipn\u00f3tico.<\/li>\n<li><strong><em>Sugest\u00f5es pos-hipn\u00f3ticas<\/em><\/strong><strong> \u2013<\/strong> aquelas que se recebem      dentro do contexto hipn\u00f3tico, mas que se realizam fora de tal contexto.<\/li>\n<li><strong><em>Sugest\u00f5es directas<\/em><\/strong><strong>,<\/strong> aquelas em que o      terapeuta indica claramente \u00e0 pessoa que experimente algo.<\/li>\n<li><strong><em>Sugest\u00f5es indirectas<\/em><\/strong><strong> \u2013<\/strong> aquelas em que n\u00e3o se indica claramente \u00e0 pessoa      que experimente una reac\u00e7\u00e3o determinada. Devem verbalizar-se de forma mais      amb\u00edgua e pouco coerciva.<strong><em> <\/em><\/strong><\/li>\n<li><strong><em>Sugest\u00f5es despertas<\/em><\/strong><strong> \u2013<\/strong> aquelas sugest\u00f5es que se      d\u00e3o \u00e0 pessoa sem ter recebido um m\u00e9todo pr\u00e9vio de indu\u00e7\u00e3o      hipn\u00f3tica.<\/li>\n<li><strong><em>Sugest\u00f5es de desafio<\/em><\/strong><strong> \u2013<\/strong> aquelas em que se pede \u00e0      pessoa que resista \u00e0 sugest\u00e3o que o hipnotizador d\u00e1, de modo que quanto      mais se trata de resistir, menos se consegue.<\/li>\n<\/ul>\n<p>A palavra sugest\u00e3o denomina tamb\u00e9m o processo b\u00e1sico pelo qual os autores de orienta\u00e7\u00e3o cognitivo-comportamental assumem que funciona a hipnose. Por isso, n\u00e3o se deve confundir este termo com o de sugest\u00e3o, como a instru\u00e7\u00e3o que o hipnotizador d\u00e1 ou com a reac\u00e7\u00e3o que a pessoa experimenta, como consequ\u00eancia das sugest\u00f5es que recebe do hipnotizador, que se denomina, assim mesmo, sugest\u00e3o e pode ser de tr\u00eas tipos:<strong><em> <\/em><\/strong><\/p>\n<ul>\n<li><strong><em>Motoras<\/em><\/strong><strong> (ideomotoras):<\/strong> tratam de provocar um movimento ou a sua aus\u00eancia: catalepsia (r\u00edgida),      flexibilidade c\u00e9rea, movimentos r\u00edtmicos (rotativos, ascendentes e      descendentes, etc.).<\/li>\n<li><strong><em>Sensorio-fisiol\u00f3gicas<\/em><\/strong><strong> (ideosensoriais):<\/strong> tratam de provocar mudan\u00e7as em sensa\u00e7\u00f5es e em      vari\u00e1veis biol\u00f3gicas: sensa\u00e7\u00f5es propioceptivas (sensa\u00e7\u00e3o de peso,      flutua\u00e7\u00e3o&#8230;), perceptivo-sensoriais (calor, frio, tacto&#8230;), analgesia e      anestesia, mudan\u00e7as no ritmo card\u00edaco, saliva\u00e7\u00e3o, vasoconstri\u00e7\u00e3o ou      vasodilata\u00e7\u00e3o, etc.<strong><em> <\/em><\/strong><\/li>\n<li><strong><em>Cognitivo-perceptivas<\/em><\/strong><strong> (cognitivas): <\/strong>tratam      de provocar uma mudan\u00e7a nos processos cognitivos, assim como na percep\u00e7\u00e3o      visual e auditiva (ainda que n\u00e3o exclusivamente): alucina\u00e7\u00f5es (positivas:      perceber o que n\u00e3o existe; negativas: n\u00e3o perceber o que existe), amn\u00e9sia      (espont\u00e2nea ou sugerida; total ou parcial; de fonte (quem sugeriu a      amn\u00e9sia), hipermn\u00e9sia (aumento da recorda\u00e7\u00e3o), distor\u00e7\u00e3o do tempo:      (acelera\u00e7\u00e3o), regress\u00e3o de idade, projec\u00e7\u00e3o temporal, l\u00f3gica de transe      (observador oculto, alucina\u00e7\u00f5es em pessoas que n\u00e3o fingem as sugest\u00f5es      -\u201creais\u201d- etc.), dissocia\u00e7\u00e3o (fen\u00f3meno, n\u00e3o processo), sonho hipn\u00f3tico,      escrita autom\u00e1tica, etc.<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong><span style=\"text-decoration: underline;\">Hipnose neutra<\/span><\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 a aplica\u00e7\u00e3o de um m\u00e9todo de indu\u00e7\u00e3o hipn\u00f3tica sem acompanhamento de outras sugest\u00f5es.<\/p>\n<p><strong><span style=\"text-decoration: underline;\">M\u00e9todo de indu\u00e7\u00e3o hipn\u00f3tica<\/span><\/strong><\/p>\n<p>Um m\u00e9todo de indu\u00e7\u00e3o hipn\u00f3tica \u00e9 um ritual consentido expl\u00edcito ou implicitamente, entre o hipnotizador e a pessoa hipnotizada, e que segundo se convencionou, det\u00e9m a propriedade de favorecer a activa\u00e7\u00e3o das reac\u00e7\u00f5es hipn\u00f3ticas na pessoa hipnotizada. Ser\u00e1 um ritual de indu\u00e7\u00e3o hipn\u00f3tica todo aquele que a pessoa hipnotizada aceite como tal.<\/p>\n<p><strong><span style=\"text-decoration: underline;\">Hetero-hipnose<\/span><\/strong><\/p>\n<p>Aquela hipnose que aplica um agente externo sobre a pessoa hipnotizada: tanto o ritual de indu\u00e7\u00e3o como as sugest\u00f5es s\u00e3o aplicadas por uma pessoa ou elemento (um computador, uma fita de \u00e1udio, etc.) distinta da pessoa hipnotizada.<\/p>\n<p><strong><span style=\"text-decoration: underline;\">Auto-hipnose<\/span><\/strong><\/p>\n<p>Aquela hipnose em que quem aplica o ritual e as sugest\u00f5es hipn\u00f3ticas \u00e9, tamb\u00e9m, quem as recebe.<\/p>\n<p><strong><span style=\"text-decoration: underline;\">Susceptibilidade hipn\u00f3tica, hipnotizabilidade, sensibilidade hipn\u00f3tica, sugestionabilidade hipn\u00f3tica<\/span><\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o s\u00e3o termos sin\u00f3nimos, ainda que seja habitual que se usem como se fossem. Indicam o n\u00famero e a dificuldade das sugest\u00f5es que dizem respeito a cada pessoa, assim como o tempo em realiz\u00e1-las. Um individuo ser\u00e1 virtuoso (se \u00e9 altamente hipnotiz\u00e1vel), m\u00e9dio (podem-se realizar bastantes sugest\u00f5es, mas n\u00e3o as mais dif\u00edceis) ou baixo (se \u00e9 dificilmente hipnotiz\u00e1vel).<\/p>\n<p><strong><span style=\"text-decoration: underline;\">Profundidade da hipnose<\/span><\/strong><\/p>\n<p>Trata de indicar metaforicamente ao cliente qual \u00e9 o n\u00edvel de dificuldade das sugest\u00f5es que est\u00e1 a conseguir realizar.<\/p>\n<p><strong><span style=\"text-decoration: underline;\">Homoac\u00e7\u00e3o e heteroac\u00e7\u00e3o<\/span><\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>Homoac\u00e7\u00e3o \u00e9 sin\u00f3nimo de sobreaprendizagem: quanto mais se praticar uma      sugest\u00e3o, menos tempo demorar\u00e1 a realizar-se (e melhor ser\u00e1 a execu\u00e7\u00e3o).<\/li>\n<li>Heteroac\u00e7\u00e3o \u00e9 sin\u00f3nimo de transfer\u00eancia: quanto mais se praticar uma      sugest\u00e3o f\u00e1cil, menos se tardar\u00e1 e melhor ser\u00e1 a execu\u00e7\u00e3o de uma sugest\u00e3o      dif\u00edcil.<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong><span style=\"text-decoration: underline;\">Met\u00e1fora<\/span><\/strong><\/p>\n<p>Especialmente no campo da hipnose ericksoniana usam-se contos para ajudar a compreender significados complexos ou para favorecer o auto-conhecimento e a auto-aceita\u00e7\u00e3o. Nesta corrente, assume-se que com as met\u00e1foras se acede mais facilmente ao inconsciente da pessoa, ultrapassando assim as resist\u00eancias do cliente.<\/p>\n<p><strong><span style=\"text-decoration: underline;\">Imagina\u00e7\u00e3o ou fantasia dirigida a um objectivo<\/span><\/strong><\/p>\n<p>Uma varia\u00e7\u00e3o das met\u00e1foras \u00e9 a utiliza\u00e7\u00e3o de imagens para favorecer que a pessoa experimente as sugest\u00f5es (esse \u00e9 o objectivo). Assume-se, precisamente, que o uso da imagina\u00e7\u00e3o ajuda a experimentar certas reac\u00e7\u00f5es, geralmente volunt\u00e1rias, como algo n\u00e3o volitivo ou autom\u00e1tico. Ainda s\u00f3 uma percentagem muito pequena (cerca de 3%) de pessoas necessita de usar a imagina\u00e7\u00e3o para experimentar reac\u00e7\u00f5es hipn\u00f3ticas.<\/p>\n<p><strong><span style=\"text-decoration: underline;\">Recorda\u00e7\u00e3o sensorial<\/span><\/strong><\/p>\n<p>Denota o processo pelo qual uma pessoa pode reproduzir emo\u00e7\u00f5es, sensa\u00e7\u00f5es, reac\u00e7\u00f5es biol\u00f3gicas, etc., ao entregar-se a uma sugest\u00e3o, ou quando se lhe apresenta um est\u00edmulo ao qual tais reac\u00e7\u00f5es foram associadas no passado.<\/p>\n<p>Este apartado ha sido traducido por el <a href=\"http:\/\/gehec.pt.vu\/\">Grupo para o Estudo da Hipnose Experimental e Cl\u00ednica<\/a>.<\/p>\n<p><a href=\"..\/..\/..\/..\/..\/..\/porttermin.htm#_ftnref1\">[1]<\/a> Capafons, A (2004). <em>Definici\u00f3n y caracterizaci\u00f3n de la hipnosis.<\/em> Curso de Especialista Universitario en Hipnosis Cl\u00ednica. 1\u00aa Promoci\u00f3n. UNED.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sugest\u00f5es hipn\u00f3ticas S\u00e3o frases que o hipnotizador relata \u00e0 pessoa hipnotizada para activar certas reac\u00e7\u00f5es na dita pessoa. 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