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TERMINOLOGIA[1]
Sugestões hipnóticas São frases que o hipnotizador relata à pessoa hipnotizada para activar certas reacções na dita pessoa. A diferença entre sugestões hipnóticas e instruções, é que as sugestões transmitem a ideia de que a pessoa aceita as reacções hipnóticas que experimenta, e que tais reacções ocorrem por si mesmas como actos não volitivos e automáticos. Outras diferenças radicam no facto das sugestões hipnóticas se darem normalmente de forma breve e monótona.
A palavra sugestão denomina também o processo básico pelo qual os autores de orientação cognitivo-comportamental assumem que funciona a hipnose. Por isso, não se deve confundir este termo com o de sugestão, como a instrução que o hipnotizador dá ou com a reacção que a pessoa experimenta, como consequência das sugestões que recebe do hipnotizador, que se denomina, assim mesmo, sugestão e pode ser de três tipos:
Hipnose neutra É a aplicação de um método de indução hipnótica sem acompanhamento de outras sugestões.
Método de indução hipnótica Um método de indução hipnótica é um ritual consentido explícito ou implicitamente, entre o hipnotizador e a pessoa hipnotizada, e que segundo se convencionou, detém a propriedade de favorecer a activação das reacções hipnóticas na pessoa hipnotizada. Será um ritual de indução hipnótica todo aquele que a pessoa hipnotizada aceite como tal.
Hetero-hipnose Aquela hipnose que aplica um agente externo sobre a pessoa hipnotizada: tanto o ritual de indução como as sugestões são aplicadas por uma pessoa ou elemento (um computador, uma fita de áudio, etc.) distinta da pessoa hipnotizada.
Auto-hipnose Aquela hipnose em que quem aplica o ritual e as sugestões hipnóticas é, também, quem as recebe.
Susceptibilidade hipnótica, hipnotizabilidade, sensibilidade hipnótica, sugestionabilidade hipnótica Não são termos sinónimos, ainda que seja habitual que se usem como se fossem. Indicam o número e a dificuldade das sugestões que dizem respeito a cada pessoa, assim como o tempo em realizá-las. Um individuo será virtuoso (se é altamente hipnotizável), médio (podem-se realizar bastantes sugestões, mas não as mais difíceis) ou baixo (se é dificilmente hipnotizável).
Profundidade da hipnose Trata de indicar metaforicamente ao cliente qual é o nível de dificuldade das sugestões que está a conseguir realizar.
Homoacção e heteroacção
Metáfora Especialmente no campo da hipnose ericksoniana usam-se contos para ajudar a compreender significados complexos ou para favorecer o auto-conhecimento e a auto-aceitação. Nesta corrente, assume-se que com as metáforas se acede mais facilmente ao inconsciente da pessoa, ultrapassando assim as resistências do cliente.
Imaginação ou fantasia dirigida a um objectivo Uma variação das metáforas é a utilização de imagens para favorecer que a pessoa experimente as sugestões (esse é o objectivo). Assume-se, precisamente, que o uso da imaginação ajuda a experimentar certas reacções, geralmente voluntárias, como algo não volitivo ou automático. Ainda só uma percentagem muito pequena (cerca de 3%) de pessoas necessita de usar a imaginação para experimentar reacções hipnóticas.
Recordação sensorial Denota o processo pelo qual uma pessoa pode reproduzir emoções, sensações, reacções biológicas, etc., ao entregar-se a uma sugestão, ou quando se lhe apresenta um estímulo ao qual tais reacções foram associadas no passado.
[1] Capafons, A (2004). Definición y caracterización de la hipnosis. Curso de Especialista Universitario en Hipnosis Clínica. 1ª Promoción. UNED.
Este apartado ha sido traducido por el Grupo para o Estudo da Hipnose Experimental e Clínica. Información actualizada a 08-04-2007 | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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