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MITOS SOBRE A HIPNOSE

As seguintes afirmações
sobre a hipnose, habituais entre as pessoas leigas que não conhecem a
investigação, carecem de sustento científico, pelo que são crenças exageradas
ou simplesmente falsas. Se alguém defende que é certa qualquer uma destas
crenças, desconfie do seu conhecimento científico sobre a hipnose e da sua
capacidade para ajudá-la com a hipnose clínica:
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A hipnose não
pertence ao campo da psicologia científica. Quem a pratica só podem ser
charlatães, curandeiros ou homens do espectáculo. As pessoas que melhoram
com a hipnose são crédulas, ignorantes e “dependentes”.
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A hipnose pode
deixar a pessoa “presa” num transe.
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A hipnose pode explicitar ou agravar
psicopatologias “latentes” da pessoa. Inclusive pode desenvolver alterações
psicológicas nos indivíduos saudáveis. Os indivíduos com problemas
psicopatológicos podem piorar com a hipnose.
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A hipnose provoca um “estado” similar
ao sonho em que a pessoa mostra características especiais. Se não se
alcançam tais características, a pessoa não está hipnotizada. Só se pode
estar nessa situação especial, se se tiver recebido um método de indução
hipnótica.
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A hipnose elimina e
anula o controlo voluntário da pessoa. Esta deve ser um autómato nas mãos do
hipnotizador, pelo que pode cometer delitos, actos anti-sociais, imorais ou
que levam ao ridículo social.
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A hipnose provoca reacções pouco
habituais, excepcionais e quase mágicas nas pessoas. O que se recorda sob
hipnose é sempre verdade.
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A hipnose é uma terapia (hipnoterapia)
sumamente útil, rápida e eficaz, que não exige nenhum esforço por parte do
cliente para mudar o comportamento. Só as pessoas muito susceptíveis podem
beneficiar da hipnose.

Capafons, A. (1998). Hipnosis clínica: una visión cognitivo-comportamental.
Papeles del Psicólogo, 69, 71-88.

Este
apartado ha sido traducido por el Grupo para o
Estudo da Hipnose Experimental e Clínica.
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Información actualizada a 08-04-2007
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