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ÁREAS DE EFICÁCIA DA HIPNOSE[1] 

  1. ANALGESIA HIPNOTICAMENTE INDUZIDA.

  1. HIPNOSE EM MEDICINA.

  1. DEIXAR DE FUMAR.

  1. HIPNOSE CLÍNICA COM CRIANÇAS.

  1. TRATAMENTOS COGNITIVO-COMPORTAMENTAIS.

  1. TRATAMENTO DO TRAUMA.

  1. A investigacão meta-analítica de Flammer & Bongartz (2003).

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UM TRATAMENTO SERÁ UMA INTERVENÇÃO COM APOIO EMPÍRICO, QUANDO

  1. ANALGESIA HIPNOTICAMENTE INDUZIDA. 

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Podem-se alcançar reduções importantes da dor nos casos de queimaduras, aspirações de medula óssea e em trabalho de parto.

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A redução da dor hipnoticamente induzida, é um tratamento bem estabelecido: cerca de 75% dos indivíduos experimenta um alívio com a hipnose em diferentes tipos de dor.

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Os efeitos são comparáveis em voluntários e em pacientes clínicos.

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As pessoas medianamente sugestionáveis conseguem os mesmos resultados que as pessoas altamente sugestionáveis (Montgomery, Du Hamel & Reed, 2000).

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Hammond (2007)[2] após rever a evidencia disponível, concluiu que a hipnose é um tratamento bem estabelecido e eficaz para as enxaquecas e dores de cabeça.

Áreas de eficácia

  1. HIPNOSE EM MEDICINA.

Pinell y Covino (2000): estudos razoavelmente bem controlados realizados com pacientes cuidadosamente seleccionados mostram utilidade em:

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Preparação pré-cirurgica em pacientes para cirurgia

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Pacientes com asma (especialmente os pacientes altamente hipnotizáveis),

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Pacientes com problemas dermatológicos (psoríase e verrugas)

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Cólon irritável

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Hemofilia.

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Náuseas e vómitos posteriores à quimioterapia.

Montgomery, David, Winkel, Silverstein, & Bovbjerg (2002): meta-análise com pacientes submetidos a cirurgia, mostra que os grupos de pacientes que receberam hipnose, como coadjuvante, melhoram os pacientes em seis categorias clínicas:

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Menos afecto negativo (ansiedade ou depressão)

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Menor dor.

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Menor uso de medicação contra a dor.

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Menores níveis de pressão arterial, taxa cardíaca e níveis de catecolaminas.

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Melhor recuperação posterior: recuperação da força muscular, vómito pós-operatório e fadiga.

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Menor tempo de tratamento: duração do procedimento e do internamento hospitalar.

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Melhoria dos pacientes com diversos níveis de sugestionabilidade hipnótica.

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Funcionamento eficaz, incluindo o uso de intervenções gravadas em cassete.

Deve-se melhorar a aderência aos critérios mais restritivos de Chambles y Hollon (1998) 

Brown (2007)[3], após revisar a evidência disponível, indica que a hipnose é:

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Possivelmente eficaz para a severidade dos sintomas da asma.

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Eficaz para manusear os estados emocionais que exacerbam a obstrução das vias respiratórias.

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Possivelmente eficaz na redução da obstrução das vias respiratórias e na estabilização da hipersensibilidade nessas vias para certos pacientes.

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A evidência da eficácia é insuficiente no que respeita ao processo inflamatório da asma.

Áreas de eficácia

  1. DEIXAR DE FUMAR.

(Green & Lynn, 2000):

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A hipnose é mais eficaz que os grupos de lista de espera e de não tratamento;

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Não é mais eficaz que os tratamentos alternativos e a evidência é contraditória sobre se é mais eficaz do que os grupos placebo;

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É adequada sob um ponto de vista eficácia/custo, pelo que se recomenda para eliminar o hábito de fumar;

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Os estudos devem incluir medidas biológicas e investigar se a inclusão da hipnose como adjunta melhora a eficácia dos tratamentos cognitivo-comportamentais e educativos.

Áreas de eficácia

  1. HIPNOSE CLÍNICA COM CRIANÇAS.

Milling y Costantino (2000):

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A hipnose é provavelmente eficaz na enurese.

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Está demonstrada como promissora para a redução de:

- Vómitos e náuseas provocadas pela quimioterapia.

- Dor da aspiração de médula e punções lombares.

- Dor em geral.

Para melhorar o nível de investigação, devem-se descrever bem os procedimentos que se utilizam, examinando as variáveis do tratamento, e os pacientes que são teoricamente relevantes para os resultados obtidos.

Áreas de eficácia

  1. TRATAMENTOS COGNITIVO-COMPORTAMENTAIS.

Schoenberger (2000), após rever a evidência disponível, sobre a hipnose como coadjuvante nos tratamentos cognitivo-comportamentais, concluiu que é provavelmente eficaz para aumentar a sua eficácia na:

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Ansiedade.

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Obesidade.

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Insomnia

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Dor.

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Hipertensão.

Alladin & Alibhai (2007)[4] encontraram um incremento da eficácia da Terapia Cognitiva para a Depressão (Beck) quando se usa a hipnose como coadjuvante.

Áreas de eficácia

  1. TRATAMENTO DO TRAUMA.

Cardeña (2000): Apesar da existência de muitos casos anedóticos e de autores que defendem o uso da hipnose no tratamento da perturbação de stresse pós-traumático, somente um estudo se baseia nos critérios de Chambles e Hollon (Brom, Kleber & Defare, 1989).

Áreas de eficácia

  1. A investigacão meta-analítica de Flammer & Bongartz (2003), em que se incluíram unicamente estudos clínicos aleatorizados e com comparação com grupo de controlo de lista de espera ou com tratamentos alternativos, indica que a hipnose é só moderadamente eficaz no tratamento de transtornos psicológicos (ICD-10) e baixa no apoio de tratamentos médicos.

Áreas de eficácia

SEGUNDO CHAMBLESS Y HOLLON (1998)[5], UM TRATAMENTO SERÁ UMA INTERVENÇÃO COM APOIO EMPÍRICO, QUANDO:

  1. Tenha sido comparado com um grupo de controlo, tratamento alternativo ou placebo:

  1. Numa prova de controlo aleatória, um experimento de caso único controlado, ou o equivalente desenho de amostras temporais, e 

  2. Num tratamento com o  apoio empírico  superior, e  estatisticamente significativo, comparativamente a um grupo de não-tratamento, ou tratamento alternativo, ou que seja equivalente a um tratamento que já foi estabelecido como eficaz, e cuja potencia seja suficiente para detectar diferencias moderadas.

  1. Quando tais estudos:

  1. Se tenham realizado com um manual de tratamento ou o seu equivalente lógico;

  2. Se tenham delineado de uma forma válida e fiável, com critérios de inclusão para uma população tratada com problemas específicos;

  3. Se tenham realizado com medidas de avaliação de resultados fiáveis e válidos, que, pelo menos, se refiram aos problemas estabelecidos como metas de mudança:

  4. Se tenham realizado com análise de dados apropriados.

  1. Para que se designe como eficaz:

A superioridade do tratamento com apoio empírico deve ter sido mostrado, pelo menos, em dois contextos de investigação independentes (com um tamanho de três ou mais em cada contexto, no caso de experimentos de caso único). Existindo evidência contraditória, a preponderância de dados bem controlados deve apoiar a eficácia do tratamento com apoio empírico.

  1. Para que se designe como provavelmente eficaz:

Um estudo (tamanho da amostra de três ou mais em caso de experimentos de caso único) é suficiente na ausência de evidência contraditória.

  1. Para que se designe como eficaz e específico: 

O tratamento com apoio empírico deve ter sido mostrado ser estatisticamente superior a um comprimido placebo ou a um placebo psicológico, ou a um tratamento alternativo credível, pelo menos em dois contextos de investigação independentes. Existindo evidencia contraditória, a preponderância dos dados bem controlados deve apoiar a eficácia e especificidade do tratamento bem estabelecido.

Áreas de eficácia

[1]Lynn, S.J., Kirsch, I., Barabasz, A., Cardeña. E., & Patterson, D. (2000). Hypnosis as an empirically supported clinical intervention: The state of the evidence and a look to the future. International Journal of Clinical and Experimental Hypnosis, 48, 239-259.

[2]Hammond, D.C. (2007). Review of the efficacy of clinical hypnosis with headaches and migraines. International Journal of Clinical and Experimental Therapy, 55, 207-219.

[3]Brown, D (2007). Evidence-based hypnotherapy for asthma. International Journal of Clinical and Experimental Therapy, 55, 220-249.

[4]Alladin, A., & Alibhai, A. (2007). Cognitive hypnotherapy for depression. International Journal of Clinical and Experimental Therapy, 55, 147-166.

[5]Chambless, D.L., & Hollon, S.D. (1998). Defining empirically supported therapies. Journal of Consulting and Clinical Psychology, 66, 7-18

Este apartado ha sido traducido por el Grupo para o Estudo da Hipnose Experimental e Clínica.

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Información actualizada a 25-05-2007

 

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