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ÁREAS DE EFICÁCIA DA HIPNOSE

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ANALGESIA
HIPNOTICAMENTE INDUZIDA.
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HIPNOSE
EM MEDICINA.
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DEIXAR DE FUMAR.
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HIPNOSE
CLÍNICA COM CRIANÇAS.
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TRATAMENTOS
COGNITIVO-COMPORTAMENTAIS.
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TRATAMENTO
DO TRAUMA.
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A investigacão
meta-analítica de Flammer & Bongartz (2003).

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ANALGESIA
HIPNOTICAMENTE INDUZIDA.
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Podem-se alcançar reduções importantes da dor nos casos
de queimaduras, aspirações de medula óssea e em trabalho de parto. |
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A redução da dor
hipnoticamente induzida, é um tratamento bem estabelecido: cerca de 75% dos
indivíduos experimenta um alívio com a hipnose em diferentes tipos de dor. |
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Os efeitos são
comparáveis em voluntários e em pacientes clínicos. |
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As pessoas
medianamente sugestionáveis conseguem os mesmos resultados que as pessoas
altamente sugestionáveis (Montgomery, Du Hamel & Reed, 2000). |
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Hammond (2007)
após rever a evidencia disponível, concluiu que a hipnose é um tratamento
bem estabelecido e eficaz para as enxaquecas e dores de cabeça. |
Áreas de eficácia
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HIPNOSE
EM MEDICINA.
Pinell y Covino (2000):
estudos razoavelmente
bem controlados realizados com pacientes cuidadosamente seleccionados mostram
utilidade
em:
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Preparação
pré-cirurgica em pacientes para cirurgia |
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Pacientes
com asma (especialmente os pacientes altamente hipnotizáveis), |
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Pacientes
com problemas dermatológicos (psoríase e verrugas) |
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Cólon
irritável |
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Hemofilia. |
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Náuseas e vómitos posteriores à quimioterapia. |
Montgomery, David,
Winkel, Silverstein, & Bovbjerg (2002):
meta-análise com pacientes submetidos a cirurgia, mostra que os grupos de
pacientes que receberam hipnose, como coadjuvante, melhoram os pacientes em
seis categorias clínicas:
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Menos afecto negativo (ansiedade ou depressão) |
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Menor dor. |
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Menor uso de medicação contra a dor. |
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Menores níveis de pressão arterial, taxa cardíaca e níveis de catecolaminas. |
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Melhor recuperação posterior: recuperação da força muscular, vómito
pós-operatório e fadiga. |
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Menor tempo de tratamento: duração do procedimento e do internamento
hospitalar. |
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Melhoria dos pacientes com diversos níveis de sugestionabilidade hipnótica. |
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Funcionamento eficaz, incluindo o uso de intervenções gravadas em cassete. |
Deve-se melhorar a
aderência aos critérios mais restritivos de Chambles y Hollon (1998)
Brown (2007),
após revisar a evidência disponível, indica que a hipnose é:
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Possivelmente eficaz para a severidade dos sintomas da asma. |
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Eficaz para manusear os estados emocionais que exacerbam a obstrução das
vias respiratórias. |
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Possivelmente eficaz na redução da obstrução das vias respiratórias e na
estabilização da hipersensibilidade nessas vias para certos pacientes. |
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A evidência da eficácia é insuficiente no que respeita ao processo
inflamatório da asma. |
Áreas de eficácia
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DEIXAR DE FUMAR.
(Green
& Lynn, 2000):
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A hipnose é
mais eficaz que os grupos de lista de espera e de não tratamento; |
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Não é mais
eficaz que os tratamentos alternativos e a evidência é contraditória sobre
se é mais eficaz do que os grupos placebo; |
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É adequada sob
um ponto de vista eficácia/custo, pelo que se recomenda para eliminar o
hábito de fumar; |
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Os estudos
devem incluir medidas biológicas e investigar se a inclusão da hipnose como
adjunta melhora a eficácia dos tratamentos cognitivo-comportamentais e
educativos. |
Áreas de eficácia
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HIPNOSE
CLÍNICA COM CRIANÇAS.
Milling y Costantino
(2000):
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A hipnose é provavelmente eficaz na enurese. |
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Está demonstrada como promissora para a redução de: |
- Vómitos e náuseas
provocadas pela quimioterapia.
- Dor da aspiração de
médula e punções lombares.
- Dor em geral.
Para melhorar o nível de investigação,
devem-se descrever bem os procedimentos que se utilizam, examinando as
variáveis do tratamento, e os pacientes que são teoricamente relevantes para
os resultados obtidos.
Áreas de eficácia
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TRATAMENTOS
COGNITIVO-COMPORTAMENTAIS.
Schoenberger (2000), após rever a evidência disponível, sobre a hipnose como
coadjuvante nos tratamentos cognitivo-comportamentais, concluiu que é
provavelmente eficaz para aumentar a sua eficácia na:
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Ansiedade. |
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Obesidade. |
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Insomnia |
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Dor. |
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Hipertensão. |
Alladin & Alibhai
(2007)
encontraram um
incremento da eficácia da Terapia Cognitiva para a Depressão (Beck) quando se
usa a hipnose como coadjuvante.
Áreas de eficácia
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TRATAMENTO
DO TRAUMA.
Cardeña
(2000): Apesar da existência de muitos casos anedóticos e de autores que
defendem o uso da hipnose no tratamento da perturbação de stresse
pós-traumático, somente um estudo se baseia nos critérios de Chambles e Hollon
(Brom, Kleber & Defare, 1989).
Áreas de eficácia
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A investigacão meta-analítica de
Flammer & Bongartz (2003),
em que
se incluíram unicamente estudos clínicos aleatorizados e com comparação com
grupo de controlo de lista de espera ou com tratamentos alternativos, indica
que a hipnose é só moderadamente eficaz no tratamento de transtornos
psicológicos (ICD-10) e baixa no apoio de tratamentos médicos.
Áreas de eficácia
SEGUNDO CHAMBLESS Y HOLLON
(1998),
UM TRATAMENTO SERÁ UMA INTERVENÇÃO COM APOIO EMPÍRICO, QUANDO:
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Tenha sido comparado
com um grupo de controlo, tratamento alternativo ou placebo:
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Numa prova de controlo aleatória, um
experimento de caso único controlado, ou o equivalente desenho de amostras
temporais, e
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Num tratamento com o apoio empírico
superior, e estatisticamente significativo, comparativamente a um grupo de
não-tratamento, ou tratamento alternativo, ou que seja equivalente a um
tratamento que já foi estabelecido como eficaz, e cuja potencia seja
suficiente para detectar diferencias moderadas.
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Quando tais estudos:
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Se tenham
realizado com um manual de tratamento ou o seu equivalente lógico;
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Se tenham
delineado de uma forma válida e fiável, com critérios de inclusão para uma
população tratada com problemas específicos;
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Se tenham
realizado com medidas de avaliação de resultados fiáveis e válidos, que,
pelo menos, se refiram aos problemas estabelecidos como metas de mudança:
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Se tenham
realizado com análise de dados apropriados.
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Para que
se designe como eficaz:
A superioridade
do tratamento com apoio empírico deve ter sido mostrado, pelo menos, em dois
contextos de investigação independentes (com um tamanho de três ou mais em
cada contexto, no caso de experimentos de caso único). Existindo evidência
contraditória, a preponderância de dados bem controlados deve apoiar a
eficácia do tratamento com apoio empírico.
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Para que
se designe como provavelmente eficaz:
Um estudo
(tamanho da amostra de três ou mais em caso de experimentos de caso único) é
suficiente na ausência de evidência contraditória.
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Para que se designe como eficaz e
específico:
O tratamento com apoio empírico deve ter sido
mostrado ser estatisticamente superior a um comprimido placebo ou a um placebo
psicológico, ou a um tratamento alternativo credível, pelo menos em dois
contextos de investigação independentes. Existindo evidencia contraditória, a
preponderância dos dados bem controlados deve apoiar a eficácia e
especificidade do tratamento bem estabelecido.
Áreas de eficácia

Lynn, S.J., Kirsch,
I., Barabasz, A., Cardeña. E., & Patterson,
D. (2000). Hypnosis as an empirically supported clinical
intervention: The
state of the evidence and a look to the future. International Journal of
Clinical and Experimental Hypnosis, 48, 239-259.

Este apartado ha sido traducido por el Grupo para o Estudo da
Hipnose Experimental e Clínica.
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Información actualizada a 25-05-2007
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