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En este apartado se incluirán los debates que se hayan realizado, por correo electrónico o en el foro público, y que se considere interesante difundir para aclarar posibles dudas, obviando los datos personales de los participantes.
Debate en portugués, por correo electrónico, entre un psicólogo y un hipnólogo lego (diciembre 2007). Leigo: Gostaria, no entanto de aproveitar esta janela de comunicação para lhe apresentar o meu desagrado em relação à forma como as suas opiniões têm surgido em alguns jornais e revistas, referentes à utilização da hipnose num contexto terapêutico. Poderia de forma justificada e alongada expor-lhe várias razões pelas quais as pessoas não devem temer o seu uso por pessoas com outras formações. E gostaria até de pessoalmente, um dia talvez, lhe dizer olhos nos olhos que as suas opiniões, ou pelo menos a forma como elas estão a ser apresentadas em alguns jornais, criam mais medos do que ensinam, sensibilizam ou informam as pessoas que podem desfrutar da sua aplicação. Entenda-se, aplicação da hipnose. Concluo, também reiterando a minha esperança de que um dia nos possamos encontrar e falar pessoalmente sobre este assunto. Sei que não lhe ensinarei nada de novo mas estou certo de que o poderei lembrar que existem formas mais construtivas de contribuir para um debate esclarecedor da opinião pública sobre este assunto que é a hipnose. Psicólogo: Certamente que me lembro de si. Relativamente às minhas opiniões, que têm aparecido em jornais ou revistas, não sei bem a que se refere. É certo que nem sempre esses jornais ou revistas reproduzem o sentido do que escrevi, na medida em que resumem respostas que dei a perguntas que me fizeram. Se se refere ao uso de técnicas hipnóticas por parte de leigos, reitero o que aí se escreve e que, na verdade, é consistente com as linhas de orientação da American Psychological Association e da sua congénere Britânica. Isso não tem nada a ver com o conhecimento ou mestria no uso de técnicas hipnóticas. São coisas diferentes. As técnicas hipnóticas têm base na Psicologia e devem ser inseridas num contexto terapêutico adequado. Não vejo o que isto tenha de estranho ou incorrecto. Leigo Agradecendo a sua amável resposta, aproveito mais uma vez para lhe colocar as seguintes questões: 1-É apresentada como citação sua num dos jornais diários de distribuição gratuita algo como: a hipnose tem de ser utilizada por "psicólogos, visto que a sua fundamentação é a psicologia". Será isto também abrangente a outras áreas como a meditação, a visualização criativa ou o yoga (yogaterapia) ou o reiki? Será que todos os técnicos que usam estas abordagens deverão ser também psicólogos, ou apenas, e isso talvez sim, deverão possuir uma formação própria e regulamentada ou certificada? 2-Logo a seguir no mesmo parágrafo refere (um pouco em contradição): "ou por outros técnicos credenciados, como médicos e enfermeiros". Mas a hipnose deve ser só utilizada por psicólogos ou não? Os outros técnicos credenciados só podem ser médicos e enfermeiros ou há lugar a outro tipo de técnicos com formação específica nesta área? E o que diz da formação sobre hipnose coordenada por alguns colegas seus (entenda-se psicólogos) que abrem essa mesma formação a não psicólogos? Estão a ser desonestos? Estão a incorrer em comportamentos menos éticos ou menos apropriados? 3-Mais adiante refere, no mesmo artigo: para saber em quem não confiar "se esse especialista acreditar que a regressão permite ir às memórias do passado descobrir a causa de um problema..." nada disto, segundo o terapeuta, é possível com a hipnose. Então mas não se confia num especialista, ou o especialista afinal não é especialista? E o que me diz em relação aos seus colegas (entenda-se psicólogos) que usam a regressão (ou terapia de restruturação vivencial e cognitiva) com objectivos terapêuticos? Não faltará aqui qualquer informação complementar ? 4-Em relação ao seu mail abaixo - gostaria que me explicasse o que entende por leigos (adj. e s. m., que ou o que não tem ordens sacras; laico; secular; - fig., estranho a um assunto; ignorante; desconhecedor.). Ou será que para si quem não é psicólogo é leigo? Ou será esta definição de leigo, algo que transpôs também da American Psychological Association? Não valerá a pena conhecer um pouco melhor algumas especificidades antes de apontar generalizações erradas? (entenda-se conhecer um pouco melhor a formação das pessoas antes de a criticar). 5-Mais uma vez neste seu mail refere "As técnicas hipnóticas têm base na Psicologia e devem ser inseridas num contexto terapêutico adequado." - fica-se com a sensação que refiro no ponto 1, ou seja tudo o que tenha como base a psicologia (hipnose, relaxamento, visualização, yoga, reiki, oração??) deverá ser praticada por psicólogos (???). Como lhe referi no meu mail anterior, talvez não sejam as suas opiniões, mas aquilo que surge como resultado das mesmas na imprensa parece mesmo estranho e incorrecto. Talvez com as suas possíveis respostas, pelo menos estes pontos fiquem um pouco mais esclarecidos. Psicólogo Respondo ao vários pontos do seu email: 1-É apresentada como citação sua num dos jornais diários de distribuição gratuita algo como: a hipnose tem de ser utilizada por "psicólogos, visto que a sua fundamentação é a psicologia". Será isto também abrangente a outras áreas como a meditação, a visualização criativa ou o yoga (yogaterapia) ou o reiki? Será que todos os técnicos que usam estas abordagens deverão ser também psicólogos, ou apenas, e isso talvez sim, deverão possuir uma formação própria e regulamentada ou certificada? R: O que está em questão é a utilização de procedimentos, ditos terapêuticos, para o tratamento de transtornos psicológicos ou, eventualmente, somáticos. No caso irei referir-me, mais especificamente, ao âmbito psicológico. E essa utilização implica competências para fazer diagnóstico, e as competências para fazer diagnóstico adquirem-se durante uma formação específica em Psicologia. No caso das técnicas de hipnose e de sugestão, estas só fazem sentido integradas num conjunto mais amplo de procedimentos (terapias psicológicas). A expressão "hipnoterapia" é enganadora, pois sugere que a sua fundamentação é a hipnose. Ora, a hipnose não pode ser fundamentação de si própria. Os fundamentos da hipnose estão na Psicologia (como de resto há muitos, muitos anos Clark Hull mostrou). Uma outra parte da sua pergunta remete para uma questão interessante: é que mete no mesmo plano hipnose, meditação... e Reiki. Os estudos empíricos não permitem fazê-lo... 2-Logo a seguir no mesmo parágrafo refere (um pouco em contradição): "ou por outros técnicos credenciados, como médicos e enfermeiros". Mas a hipnose deve ser só utilizada por psicólogos ou não? R: O que eu digo é preferencialmente por psicólogos. É este o parecer das diversas instituições (Americanas, Inglesas, Canadianas, Australianas, etc). Não esqueça que esta orientação tem por base, a competência para fazer diagnóstico. Os outros técnicos credenciados só podem ser médicos e enfermeiros ou há lugar a outro tipo de técnicos com formação específica nesta área? R: O que são "outros técnicos credenciados?" O que é "formação específica nesta àrea"? E o que diz da formação sobre hipnose coordenada por alguns colegas seus (entenda-se psicólogos) que abrem essa mesma formação a não psicólogos? Estão a ser desonestos? Estão a incorrer em comportamentos menos éticos ou menos apropriados? R: A resposta é afirmativa (mas a ignorância é outra possibilidade. E haverá outras, possivelmente). 3-Mais adiante refere, no mesmo artigo: para saber em quem não confiar "se esse especialista acreditar que a regressão permite ir às memórias do passado descobrir a causa de um problema..." nada disto, segundo o terapeuta, é possível com a hipnose. Então mas não se confia num especialista, ou o especialista afinal não é especialista? R: A palavra "especialista" é da responsabilidade da jornalista. Se fosse eu a escrever teria escrito "especialista" (entre aspas). E o que me diz em relação aos seus colegas (entenda-se psicólogos) que usam a regressão (ou terapia de restruturação vivencial e cognitiva) com objectivos terapêuticos? Não faltará aqui qualquer informação complementar? R: O que digo em relação à regressão não tem nada a ver com isso. Tem a ver com o seu uso para "descobrir" acontecimentos relevantes para uma perturbação, e que terão sido esquecidos. Está empriricamente demonstrado que isto é falso. 4-Em relação ao seu mail abaixo - gostaria que me explicasse o que entende por leigos (adj. e s. m., que ou o que não tem ordens sacras; laico; secular; - fig., estranho a um assunto; ignorante; desconhecedor.). R: Eu sou leigo em relação à Engenharia. Também sou leigo em relação à Física. Ou será que para si quem não é psicólogo é leigo? R: Julgo que respondi atrás. Ou será esta definição de leigo, algo que transpôs também da American Psychological Association? R: Esta definição não é propriedade da APA. Não valerá a pena conhecer um pouco melhor algumas especificidades antes de apontar generalizações erradas? (entenda-se conhecer um pouco melhor a formação das pessoas antes de a criticar). R: Pode explicar-se melhor? 5-Mais uma vez neste seu mail refere "As técnicas hipnóticas têm base na Psicologia e devem ser inseridas num contexto terapêutico adequado." - fica-se com a sensação que refiro no ponto 1, ou seja tudo o que tenha como base a psicologia (hipnose, relaxamento, visualização, yoga, reiki, oração??) deverá ser praticada por psicólogos (???). R: Refere coisas completamente diferentes. E poderá juntar-lhes, caso queira, a prática de exercício físico, a leitura de livros, as canções, entre diversos outros possíveis exemplos. Leigo Do seu mail e das suas amáveis respostas, surgem muitas outras - e talvez ainda mais importantes - questões, e para facilitar a leitura e análise repito alguns dos seus pontos entre aspas: 1a) -Refere "E essa utilização (utilização da hipnose) implica competências para fazer diagnóstico, e as competências para fazer diagnóstico adquirem-se durante uma formação específica em Psicologia." Parece-me que sugere um ponto interessante, ou seja desde que o técnico em causa possua uma formação sólida na área da Psicopatologia, à partida reunirá condições para aplicar hipnose num contexto terapêutico. Ora, para além dos psicólogos, que refere em primeiro plano como os únicos que deverão usar esta técnica num contexto terapêutico (supostamente porque possuem "competências para fazer diagnóstico"), refere de seguida (no artigo publicado) que afinal a mesma também pode ser usada por médicos e enfermeiros. (???) Para já não falar dos médicos gostaria de lhe pedir que me indicasse um curso de enfermagem que possua no seu plano curricular uma cadeira de Psicopatologia. Será possível dar-me essa indicação? Ou será que estes profissionais de saúde adquirem estas "competências de diagnóstico" noutros locais? Quererá também sugerir que um clínico geral possui as "competências para fazer diagnóstico" na área de saúde mental? Se assim não é, o que o leva a entrar nesta contradição aparente? 1b) - "No caso das técnicas de hipnose e de sugestão, estas só fazem sentido integradas num conjunto mais amplo de procedimentos (terapias psicológicas)."
Concordo, e nunca questionei tal.
Por isso trabalho normalmente em conjunto com outros psicoterapeutas e numa
abordagem multidisciplinar. Mas há muitas excepções que confirmam a regra, ou
seja, existe uma multiplicidade de situações não patológicas em que a utilização
da hipnose/auto-hipnose é bastante eficaz (ex.: treino para a assertividade,
gestão de tempo, etc.). 1c) - "A expressão "hipnoterapia" é enganadora, pois sugere que a sua fundamentação é a hipnose. Ora, a hipnose não pode ser fundamentação de si própria." No livro "Iniciação às Psicoterapias" (ed.Fim de Século) a sua colega Isabel Leal refere: "A hipnoterapia tem sido ensinada e utilizada extensamente em contextos de saúde (quer em doença e dor crónica quer como promotor de mudança de comportamentos e estilos de vida pouco saudáveis). Nas Psicoterapias de base humanista, a hipnose continua a ser usada, lado a lado com outras técnicas." Em que incorre esta sua colega ao afirmar e publicar isto? Ignorância, falta de ética ou desonestidade? (usando palavras suas ou aceites por si) 1d) - "Os fundamentos da hipnose estão na Psicologia (como de resto há muitos, muitos anos Clark Hull mostrou)." Os fundamentos da electricidade também estão na física. Os engenheiros electrotécnicos têm de ser licenciados em física? Os electricistas também? E os fundamentos da Psicologia onde estão? Na Neurologia? Os Psicólogos deverão ser também licenciados em Neurologia, ou bastará ter alguma formação em Neurologia? 1e)- "Uma outra parte da sua pergunta remete para uma questão interessante: é que mete no mesmo plano hipnose, meditação... e Reiki. Os estudos empíricos não permitem fazê-lo..." Também acho interessante esta sua justificação "Os estudos empíricos não permitem fazê-lo", mas pergunto-lhe: necessita de algum estudo empírico para constatar as claras e óbvias semelhanças entre um estado de transe hipnótico leve com visualização e o de uma meditação guiada? Precisa de um estudo para verificar estas semelhança? E como refere, meto no mesmo plano todas estas técnicas porque se os estudos empíricos não me permitem fazê-lo, a verdade é que também não o impedem. A observação directa permite-o. Por isso volto a perguntar-lhe o que perguntei no mail anterior, e ao qual não me respondeu: Será que todos os técnicos que usam estas abordagens deverão ser também psicólogos, ou apenas, e isso talvez sim, deverão possuir uma formação própria e regulamentada ou certificada? 2a) - A propósito da minha questão (Mas a hipnose deve ser só utilizada por psicólogos ou não?) - o senhor responde " O que eu digo é preferencialmente por psicólogos." Permita-me sugerir que este "preferencialmente" possa talvez ser um pouco mais enfatizado da sua parte em futuras declarações à imprensa, porque aquilo que se lê da sua intervenção é o seguinte (transcrição integral do excerto em que a sua opinião é referida entre aspas): a hipnose tem de ser utilizada por "psicólogos, visto que a sua fundamentação é a psicologia". Este excerto permite uma leitura de competência exclusiva por parte dos psicólogos para a utilização desta técnica, denegrindo a imagem de outros profissionais que recorram a esta técnica na sua prática de trabalho (incluindo médicos e enfermeiros - apesar de as suas declarações aparentarem uma evidente contradição nesta matéria). Se esta não é de facto a sua intenção penso que seria apropriado e respeitoso da sua parte o envio de uma nota de esclarecimento à redacção do jornal em questão. E não esqueço com este meu pedido que, como também indica, "É este o parecer das diversas instituições (Americanas, Inglesas, Canadianas, Australianas, etc)." nem "...que esta orientação tem por base, a competência para fazer diagnóstico.", antes pelo contrário, respeito este parecer e esta opinião. Mas da mesma forma que os respeito gostaria de lhe solicitar que os use com mais rigor. 2b) - Pergunta-me "O que são "outros técnicos credenciados?" Pergunto-lhe o mesmo, porque a expressão "outros técnicos credenciados" terá sido alegadamente usada por si, aliás o jornal coloca como citação sua e entre-aspas - deduzo que seja uma expressão sua. Não é? 2c) - Pergunta-me o que é "formação específica nesta àrea"?
Existem em Portugal algumas
ofertas, não muitas, de cursos específicos de hipnose clínica ou de hipnose em
contexto terapêutico. Uns promovidos e leccionados por colegas seus, outros
apenas leccionados por colegas seus. Sendo que essa formação é aberta a não
psicólogos. Penso que os conhece bem. Pelo que deduzo que a sua pergunta é
retórica.
2d)- Aqui parece-me constatar uma
das suas mais graves declarações ou informações. O senhor responde : "R: A resposta é afirmativa (mas a ignorância é outra possibilidade. E haverá outras, possivelmente)." Com esta sua resposta será correcto inferir que designa como desonestos, pouco éticos ou ignorantes (para além de insinuar outras características menos abonatórias) pessoas como o Prof.Mário Simões, Vítor Rodrigues ou Mário Resende, para nomear apenas alguns. Estou certo? Parece-me claro, mas mesmo assim gostaria que me confirmasse. 2e)- Outra afirmação grave: quando lhe pergunto " E o que me diz em relação aos seus colegas (entenda-se psicólogos) que usam a regressão (ou terapia de restruturação vivencial e cognitiva) com objectivos terapêuticos? Não faltará aqui qualquer informação complementar?" O senhor responde: "R: O que digo em relação à regressão não tem nada a ver com isso. Tem a ver com o seu uso para "descobrir" acontecimentos relevantes para uma perturbação, e que terão sido esquecidos. Está empriricamente demonstrado que isto é falso." Mais uma vez, com esta sua resposta, se infere que alguns colegas seus (entenda-se psicólogos) enganam os seus pacientes quando usam estas técnicas com fins terapêuticos. Estou certo? Também mais uma vez me parece claro, mas mesmo assim gostaria que me confirmasse. 4a) - Refere "R: Eu sou leigo em relação à Engenharia. Também sou leigo em relação à Física." Parece-me que mais uma vez aqui peca por falta de rigor nas suas declarações, porque de facto quando usa a expressão "leigo" o que verdadeiramente quer dizer é "não-psicólogo". Correcto? E penso que este rigor não é excessivo solicitar a quem se pauta com certeza por princípios de rigor por um lado e, por outro, quando o tema em si não é suficientemente específico que contextualize de forma clara e inequívoca o uso da expressão "leigo". Também aqui me parece que esta seria uma situação merecedora de inclusão numa nota de esclarecimento à redacção da mesma publicação. E fico feliz por saber que, como refere: "R: Esta definição não é propriedade da APA." Até porque estou certo que a credibilidade da APA não se deverá coadunar com a aparente falta de rigor ou contradições em algumas declarações públicas dos seus membros. (embora esse seja assunto de análise separada). 4b) - No meu mail anterior sugeri: Não valerá a pena conhecer um pouco melhor algumas especificidades antes de apontar generalizações erradas ? (entenda-se conhecer um pouco melhor a formação das pessoas antes de a criticar). E respondeu-me - "R: Pode explicar-se melhor?" Aqui também é óbvia a razão da minha questão mas eu simplifico: Em alternativa a criticar o uso da hipnose por não-psicólogos não será mais esclarecedor, construtivo e positivo sugerir que quem recorre a esta técnica deverá procurar profissionais (PREFERENCIALMENTE psicólogos) com formação específica nesta área ? (já as referi num ponto anterior) Em alternativa a criticar o uso da hipnose por não-psicólogos não será mais esclarecedor informar como as pessoas se podem certificar de que esse profissional (psicólogo ou não) tem a formação adequada para usar a hipnose no seu modelo terapêutico? Em alternativa a criticar a formação sobre hipnose para não-psicólogos e generalizar sobre as suas incorrecções, não valerá a pena verificar se essas cursos proporcionam a formação suficiente em psicopatologia para poder acompanhar ou encaminhar as diferentes situações? Em alternativa a criticar um hipnoterapeuta, um coach que use a hipnose ou um pnl practitioner não psicólogos, não valerá a pena conhecer melhor ou verificar a formação destes técnicos, em vez de incorrer em afirmações generalizantes erradas? Em alternativa a criticar o uso da hipnose por não-psicólogos não valerá a pena referir alguns exemplos de boas práticas em termos de formação nesta área (seja ela para psicólogos ou não)? Penso que já percebeu. 5- À minha questão/comentário: ou seja tudo o que tenha como base a psicologia (hipnose, relaxamento, visualização, yoga, reiki, oração??) deverá ser praticada por psicólogos (???). Responde: "Refere coisas completamente diferentes. E poderá juntar-lhes, caso queira, a prática de exercício físico, a leitura de livros, as canções, entre diversos outros possíveis exemplos." Coisas completamente diferentes? Hipnose com visualização, Meditação guiada, Visualização criativa... Completamente diferentes porquê? Porque não há estudos que comprovem as semelhanças nos estados neurofisiológicos atingidos??? Há coisas que a observação directa, um electroencefalograma ou um pet scan demonstram facilmente. Ou não? Caso ainda tenha algumas dúvidas sobre as semelhanças entre meditação e hipnose, ou entre as absorções meditativas (jhanas) e as sugestões hipnóticas, recomendo-lhe a leitura do paper de Jean Holroyd, Ph.D., University of California, Los Angeles, publicado no American Journal of Clinical Hypnosis (October 2003) - segue em anexo. E a propósito das suas sugestões, estou a imaginar que dentro em breve irá provavelmente defender que um preparador físico só o poderá ser se for psicólogo, que um escritor só o poderá ser se for psicólogo, que um professor de música só o poderá ser se for psicólogo...provavelmente para um vendedor será o mesmo, etc. etc. Tudo isto na sequência da tese que aparentemente defende, ou publicamente dá a entender: os fundamentos da hipnose estão na psicologia, como tal só os psicólogos estarão habilitados a usá-la. Num contexto de defesa do rigor, que estou certo que partilhará, penso que as suas respostas a estas questões ou os seus respectivos actos em conformidade, contribuirão para um debate construtivo e esclarecedor desta temática. Psicólogo Estimo as novas questões colocadas. Parece-me que as diferentes formações que temos leva a pontos de vista inconciliáveis. Por exemplo, a sua posição de que não é necessária a demonstração empírica. Levanta outras questões que escapam à presente polémica, embora, curiosamente, lhe toquem depois. Por exemplo, a questão das "psicoterapias". Talvez pudesse remetê-lo para um artigo de David Barlow (American Psychologist, 2004), onde se argumenta que o que é específico dos psicólogos não é a psicoterapia, mas sim a realização de terapias psicológicas. Coisa óbvia, mas difícil de entender por algumas pessoas. Tive o cuidado de dizer-lhe, no anterior email, que me iria referir, apenas, ao domínio psicológico. Depois existe o domínio somático (se quisermos dividir a realidade). Essa contradição que me atribui não existe, pois. Para evitarmos este pingue-pongue, deixo-lhe vários links do Colegio Oficial dos Psicologos de Espanha (Região de Valência) onde poderá encontrar as respostas às questões que me coloca. Verá que não sou original. Finalmente, julgo que gostará de saber que no próximo ano lectivo irei introduzir na minha Faculdade, assim o espero, uma Unidade Curricular sobre "Fundamentos e aplicações da hipnose". Será a primeira em Portugal e, espero, que possa contribuir para a desmistificação desta àrea e enquadramento adequado junto dos futuros psicólogos. Espero, igualmente, que outros colegas venham a introduzir tais matérias nas Universidades evitando, assim, a confusão, actual, entre profissionais cientificamente baseados e leiguicidade (a propósito, é evidente que a Psicologia tem por fundamento as diversas disciplinas da Psicologia. É uma das primeiras coisas que se aprende no curso... E também uma das primeiras coisas que se aprende são os conceitos de "expectativas de resposta e expectativas de estímulo?" Como deve saber, fundamentos daquilo que se chama "sugestão" e "hipnose". Eis os links: http://www.grupohipnosiscopcv.es/profncual.htm http://www.grupohipnosiscopcv.es/pacient.htm http://www.grupohipnosiscopcv.es/portpacient.htm (en portugués) http://www.grupohipnosiscopcv.es/tripticohipnosis.pdf http://www.grupohipnosiscopcv.es/videos.htm http://www.grupohipnosiscopcv.es/zoe.htm http://www.grupohipnosiscopcv/legalidad.htm Leigo Gostaria antes de mais de lhe expressar o meu profundo lamento sobre a forma cobarde, mal-educada e mais uma vez pouco rigorosa como fecha esta troca civilizada e sempre respeitosa (pelo menos da minha parte) de opiniões e pedidos de clarificação de uma posição que é mais incendiária do que construtiva. A sua. Os nossos pontos de vista inconciliáveis não têm nada a ver com diferenças de formação mas sim de carácter. Já lhe fiz ver, de uma forma bem clara, que as posições que apresenta aos media, ou é por estes publicada, sobre a hipnose, e o o seu uso são pouco rigorosas, contraditórias e desfazadas de uma realidade praticada e trabalhada, inclusivé, pelos seus próprios colegas. ( Mas a que propósito traz à discussão a questão das psicoterapias vs. terapias psicológicas ???? ) Por outro lado, lembre-se, eu não lhe atribuo nenhuma contradição. O senhor contradiz-se repetidamente, e isso constata-se tanto nestes emails que trocámos como no recente artigo que deu origem a esta troca de impressões. (por favor dispense-me de lhos mostrar, sabe a que me estou a referir) Aquilo que agora justifica, é anteriormente inexistente ou seja: o equivalente a falta de rigor. Essa contradição existe, pois. Como já percebeu não tenho qualquer desejo de efectuar um pingue-pongue consigo, tenho de facto coisas mais interessantes nesta minha simpática vida para fazer. Mas mais uma vez estranho que quando questionado sobre as suas próprias declarações, insinuações e acusações - e eu questionei as SUAS declarações, não as instituições ou o que elas defendem - estranhamente se escude em meia-dúzia de links que nada têm a ver com esta nossa discussão. Repito-lhe: estas minhas questões têm a ver com a SUA falta de rigor, contradições, insinuações e até mesmo alguma estranha falta de solidariedade profissional. Sobre o que me informa, a única coisa que lhe posso dizer é que lamento que seja o senhor a introduzir essa unidade curricular na sua faculdade, porque me parece claramente que tem alguns problemas pessoais com o tema. Teve alguma má experiência? Alguns insucessos? Há formas mais eficazes de resolver essas inseguranças, como sabe. Termina também o seu mail com uma referência completamente despropositada (???) Mas será esta a sua forma de não responder a questões directas que o incomodam? Distrai! Estranha forma de ser e de estar na vida. Este seu mail que agora me envia é areia. A nada responde, de tudo se esquiva e esconde-se atrás de meia-dúzia de links. (!!!)
É uma personagem interessante ao
qual irei estar mais atento. Se quiser vir até uma das minhas apresentações terei todo o prazer em recebê-lo, é só avisar-me para ter um lugar para si. (irei brevemente actualizar o meu calendário, poderá consultá-lo no site).
Información actualizada a 08-01-2008 |
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